|
|||||||||||||||||||||
|
O consumo de cálcio, com a ingestão de dois ou mais copos de leite ou derivados por dia, é uma alternativa de combate à obesidade. Estudos epidemiológicos afirmam que, embora o problema tenha origem em fatores ambientais, nutricionais, fisiológicos e genéticos, o cálcio gera um efeito "antiobesidade". Como é a ação do cálcio Vários estudos epidemiológicos mostram que pessoas com IMC - Índice de Massa Corpórea, medido pelo peso (kg) dividido pela estatura (mts.) elevado ao quadrado – entre 20 e 25, o que é considerado normal, consomem mais leite do que a população com IMC acima 30, quando é considerada obesa. Assim, a explicação correta para o problema é a menor ingestão do cálcio que exerce efeitos no metabolismo, aumentando o depósito de gordura e diminuindo sua queima. "No entanto, quando há aumento da ingestão de cálcio, por meio de copos de leite ou consumo de derivados lácteos, a ação desses hormônios é suprimida, o acúmulo de gordura é inibido e a sua utilização estimulada", finaliza a Dra. Sílvia Cozzolino. Leite e obesidade - O leite é o primeiro alimento dos mamíferos e a melhor fonte natural de cálcio, mineral importante para a formação e a manutenção da estrutura dos ossos. E assim foi por muito tempo o seu principal atributo. A nutrição, atualmente, vai além. O cálcio é um nutriente importante para o controle da pressão arterial e na ajuda do controle de peso corporal. E mais: o cálcio do leite é melhor quando comparado com o uso medicamentoso de cálcio. Obesidade no Brasil Obesidade tem crescido entre crianças e adolescentes Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), realizada em 2002/03 pelo Ministério da Saúde, 16,7% dos adolescentes entre 10 e 19 anos têm excesso de peso e, destes, 2,3% obesidade. A causa é a mudanças de hábitos alimentares, com aumento no consumo de alimentos industrializados e um estilo de vida mais sedentária. O aumento de peso das crianças aumenta o risco de uma população adulta obesa e o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis. A obesidade é mais grave nas áreas urbanas (19,5% dos adolescentes) do que na rural (11,4% de adolescentes) e mais evidente nas Regiões Sul e Sudeste, onde atinge 23,6% e 22,0% dos adolescentes, respectivamente. O consumo excessivo de alimentos ricos em açúcares, como chocolates, balas e chicletes, pode ainda prejudicar os dentes das crianças. No Brasil, o pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP mostrou que a prevalência de obesidade em com menos de 5 anos é de 2,5% entre as crianças de menor categoria de renda a 10,6% no grupo economicamente mais favorecido. A causa é multifatorial, estando envolvidos fatores genéticos e ambientais como maior consumo energético e menor atividade física. Há relatos, que na América Latina, a obesidade infantil tende a ser maior nas áreas urbanas e em famílias com nível socioeconômico e escolaridade materna mais elevados. Cerca de 1/3 dos pré-escolares e metade dos escolares obesos tornam-se adultos obesos. À curto prazo, as principais conseqüências da obesidade infantil são as desordens ortopédicas, os distúrbios respiratórios, o diabetes, a hipertensão arterial e as dislipidemias. Sem falar nos transtornos psicossociais. A longo prazo, é o aumento da mortalidade por doença coronariana nos adultos que foram obesos na infância e sa adolescência. Dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostram que a obesidade infantil atinge hoje mais de 5 milhões de crianças. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em apenas 30 anos, aumentou de 4% para 18% as crianças e adolescentes do sexo masculino acima do peso. Já as meninas o aumento foi de 7,5% para 15,5%. Dados alarmantes, pois as doenças decorrentes da obesidade provocarão um grande problema na rede pública de saúde do País. AVISO IMPORTANTE Comentários
Comente esta matériaPara comentar esta matéria você precisa ser um membro cadastrado do Beba Leite. |
|
||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||